ESTREIA NO TEATRO FALEC - Festival de Curitiba 2015
Mostramos nesta peça um episódio do período de repressão no Brasil. Torturadores e torturados, personagens desconhecidos, funcionários públicos criados pelo sistema mostram o seu sadismo. Homens e mulheres no exercício da sua profissão agem de forma surpreendente com prazer e ansiedade e compreendemos que não é no homem isolado nem no pequeno grupo de torturadores que se encontra o núcleo do problema e sim no Estado que os arregimenta, treina, paga regiamente e lhes fornece um estatuto de impunidade e falsos valores cívicos para se estruturarem psicologicamente nessa função.
Por vezes o verbo torturar tem tendência a ser conjugado no passado. É importante lembrar que é no presente agora mais vitimando prisioneiros do direito comum do que prisioneiros políticos, que ele se conjuga cotidianamente com a mesma violência e o mesmo significado.
A peça em 6 atos é recheada de músicas que foram censuradas. As convicções de um povo manipulado, seu sonho... A luta incessante entre as ideologias extremistas da esquerda e da direita. Os dias de hoje e a Ditadura implantada. O sonho de um povo sofrido. Doce Ditadura é uma peca de teatro que tem como foco principal informar, questionar e pôr em discussão ideologias, conceitos e opiniões, sejam elas similares ou contrárias. São 6 atos que mostram a Ditadura Militar no Brasil de 1964 ate 1985 e questiona nos dias de hoje o tipo de regime e os objetivos do atual Governo. Dentro da dramaticidade do assunto, surge de forma cômica, irônica e debochada a performance dos personagens.
Teatro FALEC
Texto: João Paulo Godinho e Mauro Mueller. Direção: João Paulo Godinho.
Elenco: João Paulo Godinho, Mauro Mueller, Claudia Zanca, William Araújo, Orli Carara.
Produção: Claudia Zanca




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